A saga de uma israelense no Rio. Fortes emoções e muitas surpresas.

Rio de Janeiro – Alertado por Ilana Chafir Cohen e Cintia Braga, o ALEF News publicou que a israelense Olga Babaev estava perambulando pelas ruas do RJ, sem comida, sem abrigo e com muito frio. Depois de uma intensa ajuda solidária prestada por ambas, ela foi acolhida pela Hebraica, depois pela União-Lar da Amizade e, neste momento, está em um hostel na Lapa, com quarto e banheiro privativos e três refeições diárias, mas financiado por iniciativas individuais.
Com a enorme repercussão internacional da reportagem, o ALEF News recebeu mensagens de vários países, desde Israel e os EUA até o Japão, mas uma delas se destacou, vinda da Romênia… era um dos três filhos de Olga Babaev, que a reconheceu ao ler a notícia no ALEF News! O histórico telefonema entre os dois – que não se falavam há cerca de duas décadas, desde que ele era criança – durou cerca de 40 minutos. Detalhes foram lembrados, emocionantes recordações ativadas.
A intensa mobilização também permitiu que outros parentes fossem descobertos e contactados no exterior. O desafio agora é viabilizar sua saída do Brasil. “Trata-se de uma yehudi, que caiu aqui de para quedas, e precisa de ajuda”, afirma Ilana Chafir Cohen, que lidera o grupo de voluntários envolvidos no caso, que conta com a participação de Cintia Braga, Ane Bank, Shirley Nigri, Danielle Balassiano Ptak, Evelyn Reich Bejgel, Marcelo Gherman, Angela Regina Dicker, Sergio Weiss, Luiz Mairovitch, Nelson Dov Schneider, Shirley Rabinovici Gherman, Carlos Eduardo Kligerman, Sprintza Laim, José Isaac Nigri e Renato Cohen, além de Fares Saeb, vice-cônsul de Israel em SP, e de entidades como a Hebraica Rio, o Lar da Esperança, o Beit Lubavitch, a União-Lar da Amizade, a ARI e a equipe do “Mitzvah Day”.

CONHEÇA MAIS ESTE CASO:

Olga Babaev nasceu no Azerbaijão e emigrou para Israel em 1991, quando conseguiu cidadania israelense. Lá casou e se separou. Trabalhou em vários restaurantes, mas não se adaptou. Foi para a França, mas não gostou do clima.
Resolveu vir para América do Sul e escolheu o Brasil pela fama de acolhedor e não preconceituoso. Chegou em meados de abril. Ficou em um hostel em Botafogo por duas semanas até que acabou o dinheiro. E aí foi para a rua, onde dormia. Dias depois foi levada para um abrigo da Prefeitura. De acordo com ela, foi “o pior local em que já esteve”. Saiu de lá e passou a “morar” em ruas do Flamengo, na porta dos bancos, pois achava mais seguro, por causa dos guardas.
Dia 15 de junho será o aniversário dela.

Author: André Ranulfo

É o editor e web designer do site ShaareiShalom.net.
Também é fundador e atual presidente da Congregação Judaica Shaarei Shalom.

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André Ranulfo

É o editor e web designer do site ShaareiShalom.net. Também é fundador e atual presidente da Congregação Judaica Shaarei Shalom.

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