Parashat Devarim

1) Parashát da Torá: Devarim/Deuteronômio 01:01 – 03:22 –  Esta shabat começamos o 5° Livro da Torá, Devarim é o discurso de Moisés antes de sua morte. Ele rememora a história de 40 anos de andanças pelo deserto e repreende o povo para que aprenda de seus erros. É sempre bom quando alguém faz uma reprimenda antes de morrer, pois as pessoas estão mais inclinadas a prestar atenção.  Moisés relembra o que aconteceu no Monte Sinai, a escolha de juízes e administradores, a história dos espiões, a proibição de atacar os povos de Edóm e Moab, a vitória sobre os reis Sichón e Óg e como as terras de Guilad foram dadas às tribos de Reuven, Gad e para metade da tribo de Menashé.
2) Dvar Torá: baseado no livro, Acrecimento Pela Torá, do rabino Zelig Pliskin – No começo de sua retrospectiva dos 40 anos passados no deserto, Moisés repreende o Povo Judeu relembrando as palavras que eles utilizaram em uma de suas revoltas: “E vocês reclamaram e disseram: ‘Foi porque o Todo-Poderoso nos odeia que Ele nos tirou do Egito para sermos destruídos pelos Amoritas’ (Devarim, 1:27)”.  Rashi, o grande comentarista da Torá (Troyes, França, 1040-1104), elucidou este versículo e nos dá um profundo entendimento da psique humana – D’us realmente amava os Israelitas, mas uma vez que estes sentiam ódio em relação a Ele, eles erroneamente achavam que D’us os odiava. Há um ditado que diz: “O que você sente sobre alguém, você presume que aquela pessoa sente sobre você”. Existe uma forte tendência de as pessoas projetarem seus próprios sentimentos em relação aos demais.  Se alguém pensa constantemente que determinadas pessoas não são merecedoras de confiança, isto pode demonstrar que sente que os outros não confiam nela. Se alguém sempre pensa que os outros o desaprovam, isto indica que ela não aprova os outros, ou talvez até a si própria. A forma pela qual interpretamos um evento tem mais a ver com nosso caráter do que com o que a outra pessoa está fazendo. Existe uma mitsvá na Torá de julgar as pessoas favoravelmente. É claro que devemos nos proteger e desconfiar quando alguém quer nos fazer algum mal, mas também não devemos desconfiar de tudo e de todos sem motivo. Para utilizar esta característica humana de forma positiva, ao sentirmos amor e compaixão pelos outros, automaticamente assumiremos o ponto de vista de que estas pessoas sentem o mesmo em relação a nós. Não apenas isto, mas nosso comportamento e sentimentos gerarão o mesmo nas pessoas com quem interagimos. Tente sorrir para outra pessoa. Você se sentirá melhor em relação a ela e ela reagirá mais positivamente em relação a você! Quanto mais coisas boas enxergarmos nos outros, melhor nos sentiremos. As pessoas reagem às nossas expectativas e também se espelham em nossas atitudes. Agindo desta forma, todo o nosso universo será mais doce e agradável.

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