Perashát Beshalach

1) Perashát Beshalach (Shemot-Êxodo 13:17-17:16) Após a milagrosa divisão do Mar Vermelho, homens e mulheres israelitas entoaram cânticos de louvor e agradecimento a D-us, sendo que Moisés liderava os homens e Miriam (a irmã dele), a profetisa, ficava à frente das mulheres. Leis e Costumes: Shabat Shirá – A Parashá contém a “Canção do Mar” entoada pelos Filhos de Israel por ocasião de sua libertação dos egípcios, quando o Mar Vermelho se abriu para eles passarem e depois afogou os seus perseguidores. Por isso o Shabat é chamado Shabat Shirá, o “Shabat da Canção”.  Nossos Sábios nos dizem que os pássaros no céu acompanharam nossos ancestrais em seu canto; por este motivo costuma-se colocar comida para os pássaros neste Shabat (para evitar a transgressão das leis do Shabat, o alimento deve ser colocada antes do Shabat).

 

2) D’Var Torá – A Torá nos diz que a alegria experimentada pelas mulheres foi muito maior do que a dos homens. “E todas as mulheres saíram…com tamborins e danças.”  O Midrash (comentáio) conta que quando os anjos celestiais também quiseram cantar o “Cântico da Abertura do Mar Vermelho”, D-us lhes disse para que esperassem até as mulheres terminarem. O exílio no Egito foi muito mais cruel para as mulheres judias do que para seus maridos. Dentre os decretos do Faraó contra o povo Hebreu, o mais impiedoso foi aquele que partiu o coração de todas as mães judias: “cada menino que nascer será atirado ao rio.” A dor e o sofrimento experimentado pelas mulheres foram muito mais intensos do que as privações que os homens suportaram e então, quando chegou a salvação, a alegria delas também foi maior. As histórias da Torá nos ensinam lições que se aplicam em todas as gerações. Os decretos do Faraó contra o povo judeu se repetiram, por toda a história, de várias formas. Porém, o seu objetivo nunca mudou. O Faraó quis matar os recém-nascidos judeus atirando-os no Nilo; outros tiranos tentaram destruir as almas judias de todas as maneiras, também igualmente perigosas, embora nem sempre tão óbvias.

 

3) Hoje, quando a maioria dos judeus, graças a D-us, vivem em relativa proteção e segurança, os decretos do Faraó ameaçam a existência espiritual do povo judeu. O “Faraó” ataca disfarçado na cultura popular e nos ventos de uma sabedoria convencional arbitrária, que ameaçam separar o povo judeu dos valores eternos da Torá. O “Faraó” tenta afogar as mentes das crianças judias nas águas de qualquer coisa que esteja em evidência e na moda naquele momento.

A ameaça não é muito diferente daquela que enfrentamos no Egito, porque os judeus não podem existir sem sua fé em D-us e o estudo da Torá. As crianças judias necessitam de uma sólida educação judaica para que possam assegurar a continuação do nosso povo. Hoje, assim como no Egito, a principal responsabilidade para salvaguardar nosso maior tesouro nacional, as nossas crianças, das influências negativas, está a cargo da mulher judia. A elas foram dadas, por todas as gerações, a força para organizar da maneira adequada os seus lares e torná-los um lugar onde seus filhos irão prosperar e crescer como bons judeus.  Desta forma, as mulheres judias terão verdadeira satisfação de seus filhos e merecerão cantar os louvores a D-us na Redenção Final, rapidamente em nossos dias.

 

4) Você sabia que ?  Na saída de Egíto foram levados os restos mortais de José e de seus irmãos. José estava dentro do rio Nilo. Havia alguém que tinha uma placa com as palavras “Ali Shor” (suba “boi”) escritas. Esta placa ao ser jogada dentro do rio fez o caixão de José. O 1° a pular no mar foi Nachshon ben Aminadav, chefe da tribo de Judá.  Além da nuvem que guiava os Israelitas, outras 6 nuvens os acompanhavam, uma de cada lado, uma em cima para os proteger do sol e uma por baixo de seus pés que alinhava o terreno facilitando a caminhada. Essas nuvens eram em mérito de Aron. A Berachá (benção) do Maná (o pão que caía do céu) era Hamotsi Lechem Min Hashamaim. O maná caia em mérito de Moises. A água que eles tinham no deserto era em mérito de Miryam.

 

5)  Providência Divina: Que é? (ponto do visto ortodoxo) O universo é uma sinfonia; D’us é o maestro. Cada átomo, cada sopro de vento, cada grão de sujeira é localizado e dirigido pelo supremo computador – D’us. Isso é Divina Providência – o conceito de que D’us não criou o universo e depois Se afastou para vê-lo arruinar-se por si mesmo, mas que Ele permanece ativamente envolvido, puxando alavancas, apertando botões e ligando chaves por detrás do cenário. Por que O Todo Poderoso e faz isso? …Por que Ele não Se envolve mais, ou menos? Bem, se D’us Se envolvesse mais na vida cotidiana, Ele teria de começar a fazer milagres. E Assumir um papel mais dominante e agressivo na direção das ocorrências do universo é inversamente proporcional ao nosso Livre Arbítrio: quanto menos D’us estiver diretamente envolvido, mais liberdade temos, e quanto mais D’us está envolvido, menos liberdade teremos.

 

6) Em outras palavras, se D’us começasse a atirar relâmpagos nos bandidos, teríamos a opção de fazer coisas más? Não. Mas por outro lado, nem D’us deseja estar totalmente não-envolvido. Portanto, Ele controla as pessoas – D’us controla a natureza. D’us sabe que aquele lugar para onde você está indo não é bom para você, D’us não manda um raio – talvez envie um pneu furado. Como funciona a Providência Divina? É bom não confundir: Divina Providência com negligência pessoal. Se você ignorar seu despertador, levantar tarde e perder o ônibus para o trabalho, isso não é Divina Providência…Da mesma forma, se você faz algo descuidado, como consertar algo em casa no topo de uma escada de mão, cai e quebra a perna, não culpe D’us por isso! Ele não fez isso, você o fez. D’us não intervém diretamente na tomada de decisões pessoais – se Ele aparecesse com um milagre a cada vez que fizéssemos algo tolo, não haveria conseqüências e não aprenderíamos nossa lição. Basicamente funciona assim: eventos e coisas que não podemos controlar são Providência Divina – o clima, a física, as leis da probabilidade. Eventos e coisas que podemos controlar não são – disciplina, responsabilidade. Se algo não dá certo, é porque D’us está lhe dizendo que é melhor que seja assim. Você já teve uma idéia que apareceu na sua cabeça, vinda do nada? É D’us tentando dizer-lhe alguma coisa. A palavra hebraica para “anjo” é “malach,” que literalmente significa “mensageiro” ou “agente” e geralmente, D’us não envia anjos verdadeiros para fazer coisas para outrem – Ele envia a nós. Portanto, da próxima vez em que você tiver estas idéias “vindas do nada,” ponha-as em ação – você se espantará com os resultados.

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